quinta-feira, 28 de abril de 2016

Pensamentos muito complexos #8

Quando vais à praia e não dás mergulhos normais com medo de salpicares muita água e que as pessoas digam, ou pensem: "ai a gorda salpica tudo".

(Adoro dar mergulhos, mas há anos que tapo o nariz e vou só a baixo...)


terça-feira, 26 de abril de 2016

Já foi comigo...

E se fosse consigo? - O Peso da Imagem (É um link, abram, vejam, choquem-se e depois leiam-me).

(NOTA: Vou excluir o bullying e qualquer tipo de gozo deste texto porque já falei sobre isso)

- "Gorda"
- "Feia"
- "Que desperdício esses olhos numa pessoa como tu"
- "Coitada"
- "Oh é por ser gorda..."
- "Ridícula"
- "Mas vais à praia com rapazes??"
- "Não tens vergonha?"
- "Tens uns olhos giros, mas és gorda"
- "Porque é que és assim?"
- "Nesta área a imagem conta, desculpe.."
- "Porque é que os gordos têm sempre piada?"

Continuo?? Acho que demorei menos de 1 minuto a escrever estas 12 frases, imaginem se perdesse 5 minutos a relembrar as coisas que já ouvi...

Lembro-me de quando começou o Peso Pesado Teen, muitos dos concorrentes tinham desistido da escola por causa do bulling e como isso chocou a minha mãe. A mim não me chocou. Tendo eu vivido na pele o que é ser gozada, olhada de lado, por ter algum excesso de peso e, só eu sei o que isso me afetou e me fazia sofrer, calculo que os obesos sofram ainda mais. Por isso, digo (como disse à minha mãe nesse dia) se eu fosse obesa, quase de certeza que também tinha desistido da escola para me isolar, por não aguentar a pressão.

Qual pressão? A pressão de ser gorda numa sociedade ridiculamente estereotipada, onde tudo te define, te põe de parte (ou não) e te faz sentir uma merda por coisas estúpidas.
A sério mas que merda de pessoas somos nós (e quando digo nós é enquanto sociedade) que temos a lata de mandar olhares reprovadores e como se estivessem a matar alguém quando, no fim, é só uma pessoa com excesso de peso a comer um gelado? Somos tão poucachinho!

Não aguentamos estar numa pastelaria e não olhar para depois comentar com as amigas o que é que o gordo que estava à nossa frente pediu e ainda dizemos, cheios de razão “depois queixa-se” ou “assim não admira”. Se fosse hoje, ou se eu voltar a engordar, juro que vou ser capaz de quando ouvir estas bocas e mandar um fodasse ou responder-lhe na mesma moeda.

Mas está tudo maluco? Desde quando é que passou a ser normal uma pessoa ser vitima de olhares reprovadores só porque está a comer um doce ou outra coisa qualquer (daquelas que sabe mesmo bem. Que saudades!)? Agora porque tenho não sei quantos quilos a mais tenho de comer o que vocês querem??? Tenho de vestir o que querem?? “Há que ter noção do ridículo”. Vejam-se ao espelho enquanto estão a fazer esses comentários e a mandar olhares e rápido percebem que é o ridículo da história.

No verão passado vi uma rapariga obesa na praia a usar um biquíni super reduzido. Acho bonito? Não. Eu usava? Não, porque sou uma complexada e não me ia sentir bem. Ela, ao usá-lo só está a mostrar que é feliz assim, com o seu excesso de peso e com o seu corpo e eu, engulo em seco e digo às minhas amigas “fogo pá queria ser como ela, não ter complexos”. E é ver a rapariga a passar e uma praia inteira a rir “põe-se a jeito, depois não se queixe. Está a pedi-las”.

Já passei por um pouco de tudo quando era gorda. Agora estou numa nova fase (dita pela sociedade). Estou mais magra, sou considerada uma pessoa de peso normal, já não sou alvo de olhares e tal. Pensava eu! Como é lógico toda a gente que me conhece sabe que eu perdi peso. As pessoas viram a evolução e tal. Então e agora se eu tiver um ataque de gulosice e for a uma gelataria? “Olha, já passou a dieta. Nas redes sociais é toda healthy e do fitness. Vais ver daqui a uns meses já tá na mesma.” Oh pessoas! Vá lá, já chega! Vamos apoiar-nos uns aos outros, vamos ser felizes todos juntos. És feliz com excesso de peso? Boaaa! És infeliz por não conseguires engordar? Nós ajudamos-te! Perdeste peso e estás a começar a aceitar-te? Epá parabéns!

Custa muito??? É só imaginar se fosse connosco. Já foi comigo. Agora é comigo. E qualquer dia, por outra coisa qualquer, vai ser comigo. Porque eu estou sempre fora do estereótipo que a nossa sociedade elegeu.



PS. Peço desculpa pela linguagem e pela forma "bruta" como o texto está escrito, mas foi escrito a quente logo quando o programa acabou. Ainda tentei escrever outro mais ponderado hoje, mas este é o que faz sentido ser publicado.)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Conversas de meia-noite


É meia noite em ponto, estou deitada e a pensar. Começou um novo dia. Mais um. Tento que os dias não sejam “só mais um”. Mas é “mais um” que começo a pensar. Mais um em que a solidão toma conta dele. Começa um novo dia. Vamos ver como corre, aposto que será outro “só mais um” nada de especial. Fodasse, eu não sou assim.

Sou uma mulher independente, faço tudo por mim, o que acho que devo e mereço. E eu mereço tudo. Tenho plena noção de que, das pessoas que conheço, eu sou das que mais procuro a felicidade, que mudo ou abandono aquilo que não me traz felicidade e, tudo o que eu possa fazer ou mudar, para ser um bocado mais feliz, eu faço sem problemas e preguiças, faço disso um projecto, empenho-me ao máximo. Mas tenho sempre noção no que me meto e só invisto e insisto na ideia se ela for realizável. É uma defesa. Lido muito mal com as minhas falhas. Deitam-me completamente a baixo.

São muitos os dias em que penso que sou uma merda. Não mereço nem valho nada. Depois tento contradizer estes pensamentos. Mas há fases. Estou numa fase em que penso isto todos os dias. Queria que alguma coisa me corresse bem, algo de que eu me pudesse orgulhar. Sou feliz sozinha. Adoro estar sozinha. Mas há 3 anos que estou solteira. Há 3 meses que vivo na solidão. Estou-me a ir a baixo. Fodasse, odeio não ter controlo sobre isto.

Nunca precisei de ter namorado para estar feliz, muito pelo contrário, sempre fui mais feliz estando solteira do que comprometida. Daí os meus namoros serem sempre de poucos meses. Mas agora estou mais confiante, estou feliz com o meu corpo e apesar destas fases mais “depressivas” sei que sou feliz comigo. Quero alguém para partilhar isso. Alguém que faça uma festa tão grande quanto a minha quando “aparece” mais um músculo, um osso.

Alguém que me dê a mão e diga “vai tudo correr bem, eu estou aqui.”. Alguém que me mime, que me faça ver que sou bonita, que agrado a alguém. Cheguei ao ponto em que, para estar bem e para poder “evoluir” psicologicamente, preciso de um suporte. Que eu seja alguma coisa para alguém, que me faça ver que não sou um monstro.


Sinto-me um monstro. Estou sozinha, numa solidão. É meia noite e começou um novo dia. Mais um dia que vai ser  “só mais um”. Fodasse, mas eu não sou assim.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

10 factos (estranhos) sobre mim

1- Tenho "fobia" a pés. Fobia está entre aspas porque não é medo, nem é nojo, é impressão. Ninguém me pode tocar com os pés, eu tocar em pés muito menos, nem em pés de bebés. Toco nos meu, mas a seguir vou lavar as mãos.

2- Não gosto de coca-cola, nem batatas fritas (só algumas do pacote), nem de Mc Donalds (só o cheiro dos restaurantes me deixa agoniada), nem de hambúrgueres no geral.

3- Só bebo água fria, quer seja verão ou inverno.

4- Uso palmilhas ortopédicas (ou melhor, devia usar...).

5- Há 10 anos que tento aprender a tocar viola (nem 1 acorde sei...).

6- Estou constantemente a cair, e quando digo constantemente não é exagero. Onde quer que eu vá, passadas 3h já sou conhecida como a trapalhona que está sempre a tropeçar (e se for só a tropeçar já é um dia bom!).

7- Uso óculos (calma, eu sei que isto não é estranho), o que é estranho é que eu tenho SÓ miopia num olho e SÓ estigmatismo no outro (segundo o médico isto não é normal). Vejo muito muito mal sem óculos, mas se tapar um olho, o que vê bem ao longe faz uma espécie de zoom ahahah (sou muitooo estranha eu sei).

8- Tenho uma aversão máxima a azeitonas. Nunca provei uma azeitona, o cheiro dá-me vómitos, não toco em azeitonas e não como nada em que uma azeitona tenha tocado.

9- Tenho 2 dedos dos pés colados, nos 2 pés (acho que começo a perceber de onde vem a minha "fobia"). Se não perceberam pesquisem no google sindactilia. O Ashton Kutcher também tem este problema (menos mal!).

10- Não gosto nem de favas nem de ervilhas cozidas ou melhor cozinhadas. Mas cruas?! Venham elas!!!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Pensamentos muito complexos #7

O meu ex namorado tratava-me por Popota. 

(Se ele me chamasse princesa, eu não gostava e dizia que era foleiro. Popota achava que era a única alcunha que se adequava a mim e, por isso, não me importava.)



Receitas com lágrimas #2

E como hoje o dia está cinzento, nada melhor do que ficar no sofá a pôr as séries e filmes em dia. E o que é que combina com isto tudo mas que nos estraga um bocadinho a dieta? Não, não é o chocolate quente (quem me deraaa!), são as PIPOCAAAAAS!!!!!!!!!

É verdade, descobri há tempos, uma receita de pipocas saudáveis, em que a única diferença é que em vez de serem feitas em gordura (óleo ou manteiga) são feitas em água. Amigas, desde que descobri isto, meu deus, como tantas mas tantas pipocas. 

Vá ponham a série ou filme a carregar enquanto lêem a receita.

Ingredientes:
- Água
- Milho para pipocas
- Sal fino
- Recipiente (que dê para ir ao micro ondas) 
- Película aderente 

1º passo: Colocar o milho dentro do recipiente (utilizem uma colher de sopa para medir a quantidade de milho)
2º passo: Colocar a mesma quantidade de água que colocaram de milho
3º passo: 2 colheres de sopa de sal fino e mexem
4º passo: Cobrir o recipiente com a película aderente e fazer 4 furos com o bico de uma faca.
5º passo: 8 minutos na potência máxima do micro ondas 

(NOTA: Costumo fazer 5 colheres de sopa de milho, dá para um recipiente médio cheio, mas normalmente partilho com a família toda. Comam, mas também não exagerem. Tudo o que é em exagero, faz mal.)



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Porque o dia das mentiras é todos os dias

As redes sociais são um mar de mentiras. Fingem que estão de bem com a vida quando não estão. Fingem ser amigos de quem não são, gostam do que no fundo não gostam. Mas virando o tema para para o blog: vivemos num mundo saudável.
De agora em diante nunca mais vamos ver noticias de que Portugal é um país de obesos, que comemos mal, que as crianças vão ser todas obesas e tudo o que estamos habituados a ouvir. Porque segundo o que vejo no facebook, instagram e afins, hoje em dia, toda a gente faz #healthychoices e vive uma #healthylife. 
Era tão bom que fosse verdade, eu gostava a sério, ver toda a gente saudável, a treinar, a sentir-se bem e com saúde. E assim até os preços das coisas saudáveis iam descer, o que era excelente (para mim e para quem é realmente saudável, porque para os outros que compram leite de aveia uma vez por ano só para pôr no facebook não custa muito). 
Não percebo porque é que as pessoas fingem ser o que não são, porque é que o ser saudável virou moda e não um estilo de vida, como era suposto. Já vi quem ponha uma fotografia de bolo quase todos os dias (é o pequeno almoço) mas houve um dia em que pôs uma fotografia de um batido com umas sementes e passou a viver uma #healthylife. E depois há quem entenda tanto do mundo saudável que publicou uma fotografia onde dava a entender que ia entrar em dieta mas comeu granola com grego (açucarado!) antes de se ir deitar. E aí pensei, eu não sou nutricionista, mas já perdi peso, sei que comer granola antes de ir para a cama não é de todo uma boa escolha, se calhar digo-lhe, ela quer perder peso e tal. Passados 2 dias a mesma pessoa publicou uma foto de um bife com natas e batatas fritas ao almoço e eu pensei "deve ser a refeição da asneira", no dia seguinte fez um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, no fim do dia pôs uma fotografia do prato, porque já tinham despachado o bolo. Vá lá que não lhe pôs umas sementes por cima com o #behealthy.
Será que sou só eu que acho isto ridículo e uma falta de noção? O querer parecer uma coisa que não se é, a importância que dão às redes sociais faz-me confusão!
Actualmente há 2 mundos: o real e o das redes sociais. No das redes sociais todos são saudáveis, no real continuam a haver bifes com natas e batatas fritas. Que pena não ser ao contrário!

(Achei que este poema do Fernando Pessoa se enquadrava bem no tema, pena não se emagrecer através das redes sociais, mas há sempre filtros e cenas a safar a coisa)

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente." 

Autopsicografia, Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de março de 2016

Instavelmente estável

Tanto trabalho, tanto tempo investido em algo que não se vê, mas que é a prioridade nesta fase. Horas ao espelho para o cérebro perceber que não há (assim tantas) gorduras a mais, que o corpo não está assim tão mau, que não há peles, não há marcas (físicas) do excesso de peso. Finalmente o meu cérebro percebeu que o meu corpo é outro e que, por isso, eu posso ser mais feliz, desinibida e extrovertida. Afinal até tenho coisas bonitas, até posso ser fisicamente atraente aos olhos de algumas pessoas. Já não é só a minha família e amigos próximos que me dizem que sou bonita. Os outros já dizem, olham e isso sabe bem. Tenho quase uma sensação de vitória dentro de mim.

E do nada, por umas palavras, tudo desaba e agora custa o triplo. Porque antes não havia confiança nem auto estima para derrubar e agora há. Mas não há só isso, há a queda do orgulho, da tal sensação de vitória. E a perda de um trabalho intenso de meses, que nunca ninguém viu nem percebeu que estava a ser feito e, por isso, agora também ninguém vê a sua destruição, a queda gigantesca que isto representa.

Decidi durante esta fase de “trabalho interior” manter-me psicologicamente estável e, por isso, afastar-me de tudo o que me pudesse destabilizar minimamente. Sendo a confiança e auto estima as minhas maiores fraquezas psicológicas e, estando eu a trabalhar para as melhorar, não podia dar-me ao luxo de haver algo exterior que as pudesse deitar a baixo ou afectá-las.

Achei, há pouco tempo que embora recém-nascidas e por isso ainda meio bambas já podia admitir alguma confiança e auto estima que me permitisse abrir o cérebro e o coração para coisas novas e voltar a algumas aventuras. 
Que erro! Que burra, estúpida!

Correu tudo mal! Ainda ninguém se tinha interessado por este “novo eu”, eu ainda não me tinha interessado por ninguém e tudo o que tinha para correr mal, correu e o muito que tinha para correr bem, não existiu. Serviu para me mostrar que afinal ainda não estou assim tão estável, muito pelo contrário, estou mais sensível do que nunca. Porque agora há sempre a questão “eu não estou tão magra como as pessoas pensam” mas a verdade é que eu não sei o que é que as pessoas pensam.

Há logo um sentimento de derrota, de que afinal todos os outros são melhores, que eu sou a pior coisa à fase da terra, que tudo me corre mal, porque não é possível as coisas correrem bem a alguém como eu. E depois penso "calma, isto também não pode ser assim" mas tudo me mostra que é assim. É esta a m*rda que me passa pela cabeça à primeira derrota, à primeira barreira, sou logo abalrroada pelo "há sempre alguém melhor do que eu".

A culpa não foi do outro, foi minha e eu assumo-a a 100%, o problema de não exteriorizar continua cá, a insegurança também e ele não gozou comigo, ele sentiu o que sentiu.


Mas foda**e, eu senti mais. 


(JANEIRO 2015)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pensamentos muito complexos #6

Quando um rapaz diz que está interessado em ti e tu não acreditas.

(Eu achava-me tão feia que, para mim, não era possível alguém achar-me bonita. Certamente era só mais um a gozar comigo...
Não era.)

Receitas com lágrimas #1

Hoje lanço uma nova rubrica: Receitas com lágrimas! Porquê este nome? Porque foram receitas que quando as descobri quase me fizeram chorar de felicidade. São mesmo boas e enganam o nosso desejo de comidas que não devemos. 

Posto isto, cá vai a primeira receita e a que mais alegrias me tem dado!!!

PIZZA LOW CARB (BASE DE COUVE FLOR) 
(aviso: mesmo que não gostem de couve flor mas se gostarem tanto de pizza como eu, tentem! Porque não sabe a couve flor, sabe a PIZZA!)

Ingredientes: 
- 1 couve flor média
- queijo ralado light
- 1 ovo
- polpa do tomate
- alho em pó
- óregãos 

1º passo: Ralar a couve flor até parecer arroz (cortem os "pés" da couve, têm um sabor amargo)
2º passo: colocar a couve ralada num recipiente e levar ao micro-ondas por 5 minutos. Retirar e deixar arrefecer.
3ºpasso: quando a couve estiver fria colocar num pano de cozinha e torcê-la para escorrer a água, escorram bem ou a "massa" nunca ficará consistente. 
4º passo: juntar à couve escorrida queijo ralado light, alho em pó e o ovo. Envolver até a massa ficar consistente. 
5º passo: Colocar a massa em forma de pizza (eu uso uma forma de bolos sem o buraco no meio, coberta com papel vegetal) e levar ao forno a 180º durante 15 minutos (ou até a massa ficar estaladiça)
6º passo: Retirar a massa do forno, espalhar a polpa de tomate e tudo o quiserem (eu costumo pôr: cogumelos, fiambre de perú, cebola e pimento) o queijo ralado light e os óregãos por cima.
7º passo: levar ao forno novamente até o queijo estar bem derretido.


E tcharaaaam, a partir de hoje podem comer pizza sem pesos na consciência! :D

Diferente por fora, igual por dentro

Com a perda de peso aprendi muitas coisas entre elas está uma que eu dispensava aprender. Dei de caras, aliás, mostraram-me, sem se aperceberem, da verdadeira essência dos rapazes.

Sim, isto hoje é sobre rapazes, porque mulher que é mulher, escreve sobre rapazes! Desculpem lá rapazes, mas vocês merecem!

Sempre fui uma rapariga que me dei bem com rapazes, tenho muitos amigos rapazes que são verdadeiros amigos mesmo na onda da amizade, daqueles com quem nunca tive nem hei de ter nada para além da amizade. E à parte destes, sempre me relacionei bem com rapazes, aqueles que são amigos mas não tão próximos. E é sobre estes rapazes “amigos” que vos escrevo hoje.

São colegas de secundário com quem eu sempre tive uma boa relação de amizade, mas que nem eles mostraram interesse por mim nem eu por eles, amigos mesmo sem segundas intenções. E foram estes rapazes que me desiludiram há pouco tempo, porque começaram a ter um interesse por mim que antes nunca tinham mostrado. E isto deixou-me a pensar e acabei por chegar à conclusão que o nível de “amizade” deles se prende pelo nosso corpo.

Conhecemo-nos há uns 7 anos, sempre fui e continuo a ser a mesma intelectualmente, com as mesmas ideologias, assuntos e tudo mais. Quando acabou o secundário foi cada um para seu lado e como a amizade nunca foi das mais fortes houve um afastamento natural. Por isso, a nossa relação hoje em dia não passava de um “olá tudo bem? Há quanto tempo! Que é feito de ti?” e agora? Agora noto que há mais interesse da parte deles em prolongar esta conversa que é a conversa que temos tido de há 4/5 anos para cá.

Ao inicio pensei que seria coincidência o facto de estar mais magra com o interesse deles e não liguei, mas depois a conversa deles começou a ser “estás tão diferente, parabéns! Estás muito melhor, nunca imaginei ver-te assim!” e eu agradeço imenso e claro gosto que me digam isto. Mas rapazes, não todas as noites quando me vêem e quando começam a haver tentativas de marcas cafés e tal. Estranho não?

Rapazes lamento informar-vos que como é lógico não ligo nenhuma a essa vossa conversa, nunca irei a um café e muito menos terei interesse numa pessoa que me mostra apenas interesse num corpo, porque a cabeça e o meu interior continuam o mesmo. A conversa que podemos ter agora num café pode ser a mesma que teríamos há 5 anos atrás e se há 5 anos nunca vos interessou um café, agora já interessa?


Ver que amigos querem ser “mais nossos amigos” porque tenho menos peso, porque estou com um corpo mais atraente é uma coisa que me deixa um bocado triste, porque porra pá, percebam que só mudou o corpo, a minha essência é exactamente a mesma e vai continuar a ser se eu recuperar outra vez os 16 kg (esperemos que não!).

sábado, 5 de março de 2016

Love yourself

Mudei por mim. Por não gostar de mim, por não gostar do que via. Por já não ser feliz. Porra, ninguém aceita nem acredita nisto!

“Tiveste um desgosto de amor e decidiste mostrar-lhe o que perdeu?”; “Estás apaixonada e ele não gosta de ti por seres gorda?” e mais umas quantas pérolas idênticas.

Hoje dei por mim a pensar nestas perguntas e o quanto isto me irritava e irrita! Porque raio eu não podia, ou não pude, ter a força e determinação de mudar sozinha, por mim e para mim. Quero lá saber se agora me vão achar mais gira, quero lá saber se antes não achavam.

Por falar tanto do quanto o bullyng me afetou há quem possa pensar que ligo demasiado ao que os outros pensam, mas não, não é isso. Eu sou quem sou, saio como quero e com quem quero. Já sai de leggins e toda entrouxada como já sai toda arranjada, só porque me apeteceu, porque naquele dia, àquela hora, é o que me apetece. Não me preocupo com o que possam pensar (claro que há que ter sempre alguma noção do ridículo…) mas a questão do bullyng não era por pensarem mal de mim, mas sim por SÓ pensarem mal de mim por ser gorda, por uns números que estavam a mais…

Mas admito que há muita gente a mudar pelos outros e eu não censuro. Não só não censuro como chego quase a concordar. O importante é mudar e quando mudamos passamos a gostar de nós, por isso se a motivação vier do exterior e não do interior, desde que quem muda se sinta feliz, porque não?


Mudem ou não mudem, mas sejamos todos felizes, o mais que conseguirmos.  


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A dieta

Há dias encontrei esta noticia  e lembrei-me de que ainda não vos tinha falado da minha dieta. Como já disse aqui, pesquiso imenso sobre dietas e vida saudável e a cada coisa que leio percebo que este tema é mesmo "cada cabeça sua sentença". 
Dieta sem hidratos faz mal, dieta com hidratos não tem resultados, sim ao dia da asneira, não ao dia da asneira e entre estes exemplos, muitos outros existem.
Posto isto, vamos lá à minha dieta. Fui ao nutricionista, onde já tinha ido quando era mais nova e onde obtive bons resultados. E a minha dieta consistia no quê? Ora era uma dieta normal: carnes brancas, peixe, legumes, sopa sem batata, fruta, um bom pequeno almoço, lanches e 1,5L de água por dia. O que é que falta aqui? Sim, eu fiz uma dieta sem hidratos de carbono (quando digo hidratos refiro-me a batata, massas e arroz). Se resultou? Sim e muito bem até. Mas é importante referir que eu durante a perda de peso fui uma preguiçosa e não mexi o rabo, não fiz exercício nenhum. Só me lembrei disso quando já me faltavam apenas 3 ou 4 kg para o peso que tenho agora. 
Fiz análises e a saúde está boa e recomenda-se. Por isso, não concordo quando dizem que uma dieta sem hidratos faz mal à saúde. 
Quando comecei a fazer exercício comecei a comer hidratos de carbono, primeiro só nos dias em que tinha treinos mais intensos (comecei a ingeri-los aos poucos por opção própria, uma vez que tive 1 ano e meio sem os consumir achei por bem consumi-los com calma e em pequenas doses para o corpo se habituar novamente aos hidratos de carbono). Agora consumo-os ao pequeno almoço (pão integral ou cereais) e ao lanche se for treinar antes de jantar. Se comer ao almoço já não como ao lanche, mesmo que vá fazer exercício. 
Um problema também associado às dietas sem hidratos de carbono é que quando os voltamos a ingerir, engordamos. Eu li muito sobre isto, porque foi realmente um dos meus maiores medos. Mas por enquanto (já lá vai quase 1 ano) está a correr bem. Tenho atenção a quando os como e se vou treinar ou não para controlar as doses. A verdade é que vivo bem sem eles, até porque nunca gostei muito de batatas nem de massa. Senti falta do pão e dos cereais ao pequeno almoço, porque me enjoava de comer sempre a mesma coisa, mas isso já é um problema ultrapassado.
Isto para dizer que, uma vez que a minha experiência correu bem, eu sou a favor das dietas sem hidratos de carbono. Comigo resultou, não me senti mal, não engordei quando os voltei a consumir. Só acho que tem uma pequena desvantagem: no meu caso, enquanto estava na dieta comer hidratos de carbono era "uma asneira", por isso, quando voltei a introduzi-los na minha alimentação, sempre que os comia pensava "ai estou a comer arroz, agora tenho de ir treinar". Isto nunca foi uma obsessão mas a verdade é que sempre que estou a comer hidratos tenho a sensação de peso na consciência, por estar a comer lago que não devia. Quando agora já posso e devo!
Mais alguém fez uma dieta sem hidratos de carbono? Há alguém 100% contra?

Pensamentos (muito) complexos #5

Quando começas a ir a nutricionistas e percebes que a maior parte deles sofrem de excesso de peso.

(Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, sempre me disse a minha querida mãezinha)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pensamentos (muito) complexos #4

Quando perdes 16kg e mesmo assim sempre que vais às compras levas os tamanhos que vestias antigamente e olhas para eles a achar que não te servem ou não te vão cair bem. 

(Acabo sempre a deixar lá a roupa vou experimentar os tamanhos a baixo, não desgosto de ver mas às vezes não compro porque penso "estou a ver mal, o S não me pode ficar bem..." e fico sem nada. Nem L nem S)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

As "nutricionistas" e as outras...

Quando estás em dieta descobres que existem 2 tipos de pessoas (ou mulheres):

1 - As nutricionistas:

Deixou-me incrédula perceber que a maior parte das pessoas ao meu redor ou outras com quem falei ocasionalmente e em que se puxou o assunto de dieta/alimentação saudável é nutricionista. É verdade! Isto deve ser tipo um dom que elas têm. Têm lá os seus estudos e a sua profissão e depois à parte disso têm o dom da nutrição. E são extremamente orgulhosas dele e por isso fazem questão de te debitar todo um manual de nutrição que elas adoravam ter escrito. 
Isto é a sério, levei secas terríveis destas pseudo nutricionistas que fizeram questão de que dizer o que comer, quando e como. Porque claro, a dieta delas é que é boa, elas é que sabem e a delas é que resulta muita bem. Dietas capazes de fazer com que percamos 30kg em 3 horas. 
O mais engraçado disto tudo é que 40% destas "nutricionistas" tinham excesso de peso. Ironias da vida!

2 - As que pensam que és nutricionista:

Minhas amigas se vocês acham que as pseudo nutricionistas são melgas e prega secas não sabem o que é este segundo grupo. É o cumulo! Vamos ao café com amigas que não vês há algum tempo e elas dizem que estás mais magra e tu ficas super feliz e agradeces mas já sabes o que vem a seguir. O pânico, o terror, o pesadelo... "Qual foi a tua dieta? É que engordei 300gr e agora quero perder 3kg para o verão. Vais ajudar-me?" Ao inicio eu respondia com todo o gosto e até gostava porque as pessoas mostravam interesse numa coisa que era importante para mim. Mas depois percebi que o interesse não era esse, o interesse era em proveito próprio e propus-me a "ajudar" umas quantas. Adivinhem só quantas delas perderam 1gr?? NENHUMA 'tá claro! É só para fazer conversa e fazem-te debitar a dieta toda, estás horas a falar sobre aquilo para nada quando elas nem o simples passo de beber iogurtes magros em vez dos meio gordo fazem...
Claro que não queres ser arrogante e por isso respondes sempre às 1000 perguntas e contas repetidamente o que fizeste e que contigo resultou mas que com elas pode não resultar e blá blá blá quando tu sabes que elas não vão fazer nada, mas às vezes tinha esperança de as motivar mas nunca tive sucesso...
Agora para o fim quando já estou mais que farta desta conversa respondo sempre "eu estou constantemente a pesquisar e a ler coisas sobre dieta e alimentação saudável, por isso posso beber este café descansada sem pensar nisso 1 segundo? Obrigado". 
Eu acabei agora a licenciatura mas não foi em nutrição... 

Habemus ossos!

Quando estamos em dieta há algum tempo temos uma fase mais ou menos de desespero (pelo menos eu tive). Era todas as semanas ver que os números da balança desciam mas eu não notava diferenças no meu corpo e já tinha perdido uns belos quilos e estava em "abstinência" de certas coisas há tempo suficiente para começar a querer comer uns chocolates e tal de vez em quando. E a motivação para não o fazer? Estava a emagrecer e não via resultados fisicamente, só na balança. Até que...
Até que comecei a ver-me ao espelho mais atentamente, a tentar não fugir dele e a aceitar o meu reflexo e qual não é o meu espanto quando... quando...quando eu descubro ossos nunca antes visíveis no meu corpinho! É verdade meninas! Parece que o meu corpo percebeu o meu desespero e pensou "bem deixa lá mostrar-lhe que estou a ficar diferente senão ela desisti disto e atafulha-me em chocolates e coisas más outra vez...". 
A descoberta dos ossos foi uma coisa que me marcou imenso durante a perda de peso, por ter sido o primeiro sinal de que realmente estava mais magra, por desde sempre achar que dava graça a uma rapariga ter alguns ossos salientes. Calmaaaa nada de exageros, mas sempre achei giro os ossos da clavícula um pouco saídos, as mãos magrinhas. Coisas que eu nunca tive e agora tenho. YEAAAH! 
Nem das minhas mãos eu gostava (e ainda não gosto muito, são pequeninas e gordinhas, mas agora estão mais magras e já se vê os ossos), não gostava de ver que havia rapazes com o pulso mais fino que o meu e tinha um papo no pescoço que tapava qualquer vestígio de ossos. 
Hoje se há coisa que "tento mostrar" são as minhas clavículas salientes e aprecio os meus pulsos como se fossem a parte mais bonita do meu corpo. Sinto-me magra quando os vejo e isso é raro de me acontecer :D
Mas há sempre um senão em todas as histórias e o meu senão são as costelas. Tenho a caixa torácica muito saída e então deitada fico com as costelas todas à mostra o que faz com que pareça demasiado magra nessa zona. Acho que não fica esteticamente bonito mas pronto não se pode ter tudo e antes isso do que nem as sentir.
Desfrutem destas pequenas conquistas como se fossem a melhor coisa do mundo e vão ver que aos poucos se vão sentir melhor com vocês mesmas e vão mostrando ao cérebro que estão realmente mais magras. 

(Isto para quem nunca teve excesso de peso deve parecer uma coisa fútil e completamente irrelevante, mas nós ex-gordinhas, sabemos que não é).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2016

Para 2016 só peço para que se não puder ser melhor que 2015, que seja igual. 
Sinto que estou na altura perfeita para lutar pela minha felicidade, para fazer pequenas coisas que me deixam felizes e é por elas que vou lutar. 
Se tudo correr bem, será também o ano em que vou emigrar, um plano que tenho há alguns anos e tenho a certeza que será este ano.
Quanto à dieta desejo que tudo se mantenha assim, apesar de precisar urgentemente de tonificar este corpo e gostava de correr uma meia maratona, Mas tenho sido preguiçosa nos treinos... Aqui está uma coisa a mudar em 2016!
Há anos que luto pelo auge da felicidade. Em 2015 dei grandes avanços e sinto-me mais feliz e confiante do que nunca. 
Em 2016 esta luta vai continuar... Estão comigo?

BOM ANO E LUTEM POR VOCÊS!

Em 2015...

Cheguei aos 60kg.
Voltei ao yoga.
Experimentei zumba e gostei.
Entrei para o ginásio.
Deixei o yoga.
Fiz a queima das fitas.
Voltei ao meu trabalho de verão.
Vesti uma blusa XS.
Apaixonei-me.
Fui estagiar.
Licenciei-me.
Fui a Cascais.
Deixei o ginásio.
Deixei a cidade que me acolheu durante 4 anos.
Cheguei ao peso que queria.
Comecei a correr.
Apaixonei-me pela vida saudável.
Comecei o blog.
Desapaixonei-me.
Vesti um 38.
Conheci pessoas novas.
Procurei emprego.
Fui a entrevista de trabalho.
Senti-me orgulhosa de mim própria.
Tomei a decisão de emigrar. 
Pesquisei países para ir viver.
Mudei. 
Foi o meu ano de mudança.
Fui feliz. Mais feliz do que nunca. 

Pensamentos (muito) complexos #3

Percebes que mudaste mesmo quando a tua família e amigos não te oferece uma única caixa de chocolates e a prenda que mais querias era um livro de receitas saudáveis. 


(Aconselho o livro a quem está a entrar no mundo saudável e a quem já está nele há algum tempo, porque as receitas são super simples e adaptam-se quer a quem está de dieta, quer a quem apenas como saudável. Até para vegan e vegetarianos o livro se adequa)

OBRIGADO PAPÁS :D 

5 anos

Estive a fazer contas e há sensivelmente 5 anos que não me via ao espelho. Quer dizer eu via, mas era só do pescoço para cima e o que via já era suficientemente mau. 
Foram 5 anos a não gostar de algo que nem eu conhecia, quando me via ao espelho sentia nojo e tristeza, por ter chegado àquele ponto. 
Lembro-me de quando me vi novamente nua, foi no verão passado e eu própria fiquei chocada. O meu corpo tinha mudado radicalmente, tinha barriga lisa e a anca já não saía para fora como eu me lembrava. 
Ver-me novamente ao espelho ajudou-me a perceber que realmente o meu corpo tinha mudado e que eu estava de facto mais magra. Se me vi magra? Não, mas isso ainda hoje, passado um ano, não vejo.
Hoje já me vejo ao espelho sem grandes problemas, claro que há dias em que olho e entro em pânico porque penso que engordei, mas depois a minha mãe mostra-me que isto são tudo filmes e que está tudo na mesma. (A minha mãe tem uma paciência de santa)
A minha luta contra o espelho tem sido ver-me, com olhos de ver, e tentar lembrar-me do que antes estava a mais e aí percebo que embora não tenha o corpo perfeito, nem de sonho, já está melhor do que era e isso é coisa para me deixar radiante.
Não tenham medo, no fundo se pensarmos positivo, o espelho pode ser nosso amigo e até um aliado na luta contra os quilos a mais.